FOBIA SOCIAL 

A Fobia ou Ansiedade Social não é a mesma coisa que timidez! Muito menos uma questão de escolha!

 

Como diz o nome, Fobia é um medo irracional de algum objeto específico. Quem sofre de algum tipo de Fobia sabe que é um sentimento acentuado e irracional, por isso, não adianta apelar para a racionalidade!

 

A Fobia Social ou Transtorno de Ansiedade Social é quando esse medo desmedido se dá em situações/interações sociais, sobretudo, entre pessoas pouco conhecidas. Em geral, essa ansiedade não aparece quando se está entre pessoas conhecidas.

 

Como se trata de um Transtorno de Ansiedade, os sintomas são muito semelhantes aos sintomas da Ansiedade Clássica. O problema se dá quando essa Ansiedade é tão acentuada que começa a prejudicar a pessoa. Ela busca o conforto no Isolamento Social, às vezes, deixa de frequentar a escola ou faculdade, não consegue participar de uma entrevista de trabalho ou fazer uma apresentação na escola ou no trabalho. Isso pode trazer malefícios para os estudos ou carreira.

Em geral, essa Ansiedade está relacionada com o medo acentuado do julgamento dos outros. O medo “do que os outros vão pensar de mim”, “me sinto um idiota”, “será que vão achar que sou idiota?” é tão intenso que chega a paralisar a pessoa. Às vezes, pode chegar a abandonar um curso ou desistir de uma carreira, recusas frequentes de convites de eventos sociais e a pessoa acaba parecendo chata ou arrogante.

Como se pode ver, os prejuízos podem ser muitos e variados.

Como a Psicoterapia pode ajudar no tratamento da Fobia Social?

Em primeiro lugar, o espaço de análise é, sobretudo,  um ambiente de acolhimento da dor e sofrimento do paciente. Às vezes, o próprio paciente não entende porquê as interações sociais são tão difíceis para ele e não para outras pessoas. Pode carregar um certo sentimento de culpa e vergonha de si, preferindo se isolar ainda mais.

A Psicoterapia pode ajudar de diversas formas, de início, ela ajuda o paciente a compreender que o Transtorno de Ansiedade Social é uma doença e assim deve ser tratada. Portanto, ele não precisa se sentir culpado ou envergonhado por sua atual condição. 

Ao longo desse processo, o paciente vai entrando em contato com sua própria história, seu modo de lidar com as dificuldades, com as pessoas, a maneira que faz suas escolhas que imagem tem de si mesmo e dos outros, que imagem acredita que os outros têm dele, enfim, o modo como tem vivido suas experiências. A partir desses questionamentos e reflexões o paciente pode compreender melhor como vem conduzindo sua vida, o que parece estar dando errado, como chegou nessa condição de tamanha Ansiedade. Assim, este se vê mais capacitado a construir uma vida mais saudável e satisfatória para si mesmo.

Além disso, a análise também tem como um dos seus objetivos acompanhar a pessoa na construção de um sentido para sua vida e também de ampliar suas possibilidades, de modo a se libertar de fixações que o levam ao sofrimento. Essas construções apontariam para seu bem-estar ou se assim quiser chamar, de "felicidade", por que não?