Quem nunca se sentiu "pra baixo", inseguro, com medo de arriscar, com pensamentos de que nada vai dar certo? A autoestima baixa pode aparecer de diversas formas e, em geral, aparece de várias formas na mesma pessoa. Isso porque esta é uma fonte de angústia que se expressa em diferentes (e muitos!) aspectos da vida.

Um exemplo muito comum é sentirmos que não somos suficientemente bons no trabalho ou atraentes para os outros. Para alguns a sensação de sermos menos que os outros é constante: sempre o outro é melhor do que eu, seja para concorrer a uma vaga de emprego ou começar um relacionamento amoroso. 

A autoestima baixa também está na base da dificuldade em dizer NÃO: algumas pessoas simplesmente não conseguem dizer NÃO e querem sempre agradar aos outros, mesmo quando são prejudicadas. Outras ficam muito preocupadas com o que os outros vão pensar dela, apavoradas com a possibilidade de serem rejeitadas, se comparando com os outros e há também aquelas que têm pavor de falar em público...tudo isso é expressão de uma baixa autoestima ou insegurança.

​A autoestima muito baixa pode levar a sérios problemas, como por exemplo, a paralisia diante de certas dificuldades como um relacionamento ruim ou um trabalho insatisfatório, impedindo que a pessoa tome atitudes para mudar sua situação. Pessoas inseguras também podem ficar muito ansiosas, pois todos os fatos e contextos da vida mostram-se para ela como extremamente ameaçadores. Nesses casos, acabam levando uma vida muito insatisfatória podendo, até mesmo, chegar à depressão. A vida sexual também pode ser prejudicada, seja por ejaculação precoce, impotência sexual ou falta de apetite, isso, sem falar na insegurança com o próprio corpo ou performance sexual impedindo que a pessoa desfrute do momento. Essas são algumas das principais queixas, ligadas à autoestima, que os pacientes trazem para análise. 
Autoestima no divã

Ao longo do processo de análise, o paciente vai entrando em contato com sua própria história, seu modo de lidar com as dificuldades, com as pessoas, a maneira que faz escolhas, enfim, o modo como tem vivido suas experiências. Essas observações ajudam a pessoa a perceber como ela vai conduzindo sua vida e de como ela chegou nesse contexto que a deixa tão solitária. Com essa compreensão, o paciente se vê mais capacitado a construir uma vida mais saudável e satisfatória para si mesmo.

Conversamos sobre seus conflitos, incertezas, medos, angústias, desejos, expectativas, enfim, seus pensamentos e sentimentos cotidianos. Para que o paciente se sinta à vontade, é importante ressaltar, que nesse espaço não há qualquer tipo de crítica ou de julgamento moral. Ao contrário, trata-se de um encontro no qual o sofrimento do paciente é acolhido e reconhecido. Além disso, o paciente está assegurado pelo sigilo e pela ética profissional. 

Uma das intenções da terapia, nestes casos, é acompanhar o paciente na construção de um sentido para sua vida e de um significado para os seus sofrimentos, o auxiliando a tornar suportáveis as frustrações inevitáveis da vida cotidiana. Outro objetivo importante na análise é ampliar as possibilidades na vida do paciente, de modo que ele possa se libertar de fixações que o levam ao sofrimento. Essas construções apontariam para seu bem-estar ou se assim quiser chamar, de "felicidade", por que não?

AUTOESTIMA BAIXA