

AUTOESTIMA BAIXA OU EXCESSO DE INSEGURANÇA?
Quem nunca se sentiu insuficiente? Às vezes, é apenas um mal-estar, uma sensação desconfortável e inquietante. Mas, às vezes, pode ser muito angustiante, até mesmo paralisante, isso sem falar em situações que possam levar à depressão ou a crises de ansiedade, como pânico, por exemplo.
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Uma situação muito comum é sentirmos que não somos, suficientemente, bons no trabalho ou, suficientemente, atraentes para os outros. Para alguns a sensação de sermos inferiores que os outros é constante: sempre o outro é melhor do que eu, seja para concorrer a uma vaga de emprego ou começar um relacionamento amoroso.
A autoestima baixa também está na base da dificuldade em dizer NÃO: algumas pessoas simplesmente não conseguem dizer NÃO e querem sempre agradar aos outros, mesmo quando são prejudicadas. Outras ficam muito preocupadas com o que os outros vão pensar dela, apavoradas com a possibilidade de serem rejeitadas, se comparando com os outros e há também aquelas que têm pavor de falar em público...tudo isso é expressão de uma baixa autoestima ou insegurança.
Autoestima no divã
Ao longo do processo de análise, o paciente vai entrando em contato com sua própria história, com sua autoimagem, seu modo de lidar com as dificuldades, com as pessoas, a maneira que faz escolhas, enfim, o modo como tem vivido suas experiências. Essas observações ajudam a pessoa a perceber como ela vai conduzindo sua vida e de como ela chegou nesse contexto que a deixa tão insegura e insatisfeita. Com essa compreensão, o paciente se vê mais capacitado a construir uma vida mais saudável e satisfatória para si mesmo.
Conversamos sobre seus conflitos, incertezas, medos, angústias, desejos, expectativas, enfim, seus pensamentos e sentimentos cotidianos. Para que o paciente se sinta à vontade, é importante ressaltar, que nesse espaço não há qualquer tipo de crítica ou de julgamento moral. Ao contrário, trata-se de um encontro no qual o sofrimento do paciente é acolhido e reconhecido. Além disso, o paciente está assegurado pelo sigilo e pela ética profissional.
Uma das intenções da terapia, nestes casos, é acompanhar o paciente na construção de um sentido para sua vida e de um significado para os seus sofrimentos, auxiliando-o a tornar suportáveis as frustrações inevitáveis da vida cotidiana. Outro objetivo importante na análise é ampliar as possibilidades na vida do paciente, de modo que ele possa se libertar de fixações que o levam ao sofrimento. Essas construções apontariam para seu bem-estar ou se assim quiser chamar, de "felicidade", por que não?