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LUTO

Como é difícil viver um luto! 

Talvez, uma das tarefas mais difíceis, mas ao mesmo tempo, uma das mais exigidas ao longo da vida!

Considero o luto como sendo o trabalho psíquico necessário quando se envolve uma perda significativa. Perda essa que vai demandar uma transformação subjetiva.

Podemos pensar que boa parte das vezes, esse processo se dá de formal natural, mas às vezes, o impacto é tão grande que é necessário agir ativamente no trabalho de luto.

 

Quando eu falo de perdas, não me refiro, somente, à perda de pessoas queridas, mas ao luto que a vida nos impõe ao longo da nossa existência, são os mais diversos: a perda da infância, do corpo infantil, às vezes, da inocência, de um relacionamento amoroso, de um sonho/ projeto, um emprego, um animal de estimação, da juventude, do vigor da vida, da esperança e também, claro, por morte de pessoas queridas.

 

Como lidar com tantas perdas ao longo da vida? Algumas delas, a gente sofre, mas dá conta sozinho, outras nos pega de calça curta.

Qual a diferença entre o luto saudável e o luto patológico? Por que e quando buscar ajuda para atravessar um luto?

 

Como eu mencionei anteriormente, o trabalho de luto é um processo que exige uma transformação subjetiva. Digamos de forma muito simplificada, que o luto saudável é aquele que consegue alcançar essa mudança na subjetividade e que no luto patológico, é como se "nada tivesse mudado" ou uma tentativa desesperada de que "nada mude" e tudo permaneça como antes. Como se isso fosse possível em se tratando da perda de algo siginificativo, daí o sofrimento atroz e, às vezes, um dos mecanismos de defesa atuante é a recusa.

Nem sempre se vive um luto patológico, mas em alguns casos, se trata sim, de um processo adoentado, nesse caso, um bom acompanhamento psicológico pode ajudar e muito!

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