COMO É O ATENDIMENTO

No consultório, tenho encontrado muitos casos de Depressão, Ansiedade, dificuldades no relacionamento amoroso ou no trabalho ou até mesmo familiar. Também tem sido comum, pacientes com Síndrome do Pânico, pacientes que sofreram perdas significativas, transtornos alimentares, distúrbio do sono, dificuldades com a sexualidade, stress no trabalho, entre outras questões.

 

Além desses conflitos, tem me chamado a atenção o aumento de casos de pessoas que se sentem perdidas, que se sentem insatisfeitas com o trabalho, com a família, chegando ao ponto de perder o sentido da vida ou do cotidiano. É como se não soubessem mais o que querem da vida ou em que direção seguir. Em geral, essas pessoas se sentem muito sozinhas e, por vezes, incompreendidas. Não entendem por que não estão satisfeitas com a vida se tudo "vai bem". Bom, será que tudo vai bem, mesmo?!


Para que o paciente se sinta à vontade, é importante ressaltar, que nesse espaço não há qualquer tipo de crítica ou de julgamento moral. Ao contrário, trata-se de um encontro no qual o sofrimento do paciente é acolhido e reconhecido. Além disso, o paciente está assegurado pelo sigilo e pela ética profissional. 

Em minha opinião, um dos mais belos trabalhos e conquistas do processo de análise é a possibilidade da construção de um caminho próprio de estar no mundo, de se apropriar de si, de sua historia, das suas marcas, daquilo que o constitui. Essa construção se dá no encontro entre o paciente e a psicóloga, no qual, juntos vão observar, refletir, ressignificar, questionar, criar, reinventar na direção de uma maior apropriação de si, da sua história e, portanto, de sua própria vida.

Acredito que um dos maiores ganhos dessa parceria é a possibilidade de se tornar mais criativo diante da vida, libertando-se de certas âncoras que vamos colecionando e carregando ao longo da vida, sem nos darmos conta disso. E assim, se torna possível ampliar nossos campos de possibilidades, de encontros, de experiências e vivências. 

"Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um se chama ONTEM e o outro se chama AMANHÃ, portanto HOJE é o dia certo para AMAR, ACREDITAR, FAZER e principalmente VIVER. "                                                                                                                                                                                                Dalai Lama